Quanta fome jogada fora
No prato sujo de molho por um garfo torto
Quanta dor sentida dentro
Naquela tarde quente rasgada a carne pela faca
Quanta violencia surgida fora
Da casa quando encontramos o grande mundo
Quanto panico sofrido sempre que
Aparece a noite com suas vielas sem sombra
Quanta pressa dos dedos
Em dizer basta a tudo aquilo que nos prende
Quanta coisa que não passa
Sempre que queremos algo que não sabemos
Quanta vida perdida ao longo
De um velho tempo que surge sempre
Quanta vida ganhada agora
De um novo tempo que tarda a ir embora
Abraços de saudade
Mando a mim
Que foi embora numa tarde quente
Daquele dia
Foi embora assim como a fome
Que se satisfaz
Nunca mais verei aquela pessoa
Que convivi bons e velhos tempos
Coisas estranhas acontecem quando nascemos
As vezes me visita e ando com ele
Alguns passos
Converso algumas horas
Sento de perna cruzada olhando a noite
Sentindo saudade dele
Se um dia eu me encontrar comigo
Poderei entao responder a pergunta
Quem sou eu
Se um dia eu me encontrar comigo
Talvez fale vá embora
Para que assim eu continue vivo
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Fome de mim
Depois de leituras e de desenhos
Depois de vivencias e de desejos
A unha é roída por dentes afiados
E o instante dura
O ritual continua por minutos
E por dias e horas
Cada dedo uma lembrança, um medo
Cada unha cuspida ao chão uma lembrança jogada fora
Cada manha de tempos ruins, uma unha para ser comida
Um afago no ego
Um ato de conflito e de amor.
Uma mão calejada por dentes inquietos
A mão que vai a boca
Que quer adentrar ao intimo
Não sabe nada a não ser que vive
De rascunhos mal acabados de sentimentos indecisos.
Depois de vivencias e de desejos
A unha é roída por dentes afiados
E o instante dura
O ritual continua por minutos
E por dias e horas
Cada dedo uma lembrança, um medo
Cada unha cuspida ao chão uma lembrança jogada fora
Cada manha de tempos ruins, uma unha para ser comida
Um afago no ego
Um ato de conflito e de amor.
Uma mão calejada por dentes inquietos
A mão que vai a boca
Que quer adentrar ao intimo
Não sabe nada a não ser que vive
De rascunhos mal acabados de sentimentos indecisos.
sábado, 18 de setembro de 2010
O susto
Suspenderam os jardins da Babilônia.
E eu pra não ficar por baixo
Resolvi então subir a escada
E vi o jardim da Babilônia.
A escada caiu e eu fiquei
No alto, cercado por cores e odores gentis
Cercado de uma umidade propícia da natureza
Que abaixa a temperatura quente de meu corpo.
Me corto com um espinho
Roseira.
Uma abelha pousa
E leva consigo meu sangue, polinisangrando o jardim
Colorido.
E o jardim morre.
E eu pulo, a distância que antes era da escada.
Ensanguentado
E com medo.
E eu pra não ficar por baixo
Resolvi então subir a escada
E vi o jardim da Babilônia.
A escada caiu e eu fiquei
No alto, cercado por cores e odores gentis
Cercado de uma umidade propícia da natureza
Que abaixa a temperatura quente de meu corpo.
Me corto com um espinho
Roseira.
Uma abelha pousa
E leva consigo meu sangue, polinisangrando o jardim
Colorido.
E o jardim morre.
E eu pulo, a distância que antes era da escada.
Ensanguentado
E com medo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Mira a Rima
O que importa
Não são as portas.
Nem as linhas tortas
Expostas.
A porta,
Cheia de porcas
Não importa
Porra!
Nem a torta
De ricota!
Nem a mosca morta!
Nem, nem mesmo, nada disso!
Sabe o que importa? Sabe realmente o que importa?
O olhar do cão. O feijão.
Camarão não...enjoa.
O em vão é bacana!
O não...
O ão!! (dá status)
E sabe o que mais?
Importa é saber que dando um passo
É mais um traço
Tipo compasso
Que faço,
No meu espaço.
Fim, acho...
Não são as portas.
Nem as linhas tortas
Expostas.
A porta,
Cheia de porcas
Não importa
Porra!
Nem a torta
De ricota!
Nem a mosca morta!
Nem, nem mesmo, nada disso!
Sabe o que importa? Sabe realmente o que importa?
O olhar do cão. O feijão.
Camarão não...enjoa.
O em vão é bacana!
O não...
O ão!! (dá status)
E sabe o que mais?
Importa é saber que dando um passo
É mais um traço
Tipo compasso
Que faço,
No meu espaço.
Fim, acho...
sábado, 31 de julho de 2010
Fecham-se as cortinas
Jogando com o pensamento
Correndo e sentindo na face
O barulho do vento
E na chuva
Lavando a alma, me corre no corpo gotas delicadas
Pego-as na mão e jogo-as novamente para o céu
Para que voltem.
E não fiquem aqui nesse corpo que não pertence a elas
Voltem...
Voltem de onde vieram
Não lavem esse mundo,
Ele não é digno de ser lavado
E de sua dança por entre as rupturas do solo,
Caminhos da rua,
Curvas do corpo.
Voltem e observem lá de cima
Nossa clemência,
Nossa fraqueza e nosso choro.
E depois vão embora e nos deixe aqui.
Levem tudo.
As nuvens,
O sol e também a lua.
Não iluminem esse espaço
Deixem-nos no breu
Perdidos,
Cegos de luz
Cegos de vida
E não olhem pra trás e nem escutem
Os gritos
As brigas
As mortes
O sangue.
Riam, batam palmas
Para o maior espetáculo
De milhões de palhaços reunidos!
Correndo e sentindo na face
O barulho do vento
E na chuva
Lavando a alma, me corre no corpo gotas delicadas
Pego-as na mão e jogo-as novamente para o céu
Para que voltem.
E não fiquem aqui nesse corpo que não pertence a elas
Voltem...
Voltem de onde vieram
Não lavem esse mundo,
Ele não é digno de ser lavado
E de sua dança por entre as rupturas do solo,
Caminhos da rua,
Curvas do corpo.
Voltem e observem lá de cima
Nossa clemência,
Nossa fraqueza e nosso choro.
E depois vão embora e nos deixe aqui.
Levem tudo.
As nuvens,
O sol e também a lua.
Não iluminem esse espaço
Deixem-nos no breu
Perdidos,
Cegos de luz
Cegos de vida
E não olhem pra trás e nem escutem
Os gritos
As brigas
As mortes
O sangue.
Riam, batam palmas
Para o maior espetáculo
De milhões de palhaços reunidos!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Secar
Como o cacto, a seca fere.
a seca machuca.
Dentre tantas areias secas,
de chão rachado,
o choro seco
do chamado...calado.
E a mão estendida,
já não mais esperançosa,
enxuga a água barrenta
Que escorre da face.
E levanta e anda e para.
Olha o caminho.
Recolhe suas tralhas
e a seca, com seus espinhos
vai espetando, machucando.
E o despejado
já não chora, guarda dentro de si
a dor, a fé, o nada.
Sozinho
seco.
Como um cacto.
a seca machuca.
Dentre tantas areias secas,
de chão rachado,
o choro seco
do chamado...calado.
E a mão estendida,
já não mais esperançosa,
enxuga a água barrenta
Que escorre da face.
E levanta e anda e para.
Olha o caminho.
Recolhe suas tralhas
e a seca, com seus espinhos
vai espetando, machucando.
E o despejado
já não chora, guarda dentro de si
a dor, a fé, o nada.
Sozinho
seco.
Como um cacto.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Ins'piração
Aonde esta ela?
Esconde-se por entre sombras
Cala-se e some
E deixa-me aqui, perdido por entre meus próprios caminhos.
São tantos que me perco...
Perco diante da sua ausência
De seu sumiço repentino
Sinto falta de seu conforto
De sua capacidade de tomar o mundo para si e aquecer a todos.
É um colo, um afago, um suspiro
É a manhã fria vista da varanda envidraçada
São minhas carências e vidências
Jogadas ao vento como pétalas
Mas você não esta...
Coloco-me numa busca fatal de seu encontro
De seu vestígio
De alguma pista que seja de seu refugio
Para que assim volte a abrir meus olhos como fazias
Para que volte a me fazer sorrir como fez
Para que assim volte a me dominar...como faz!
Mesmo que não estando aqui.
Mesmo com essa partida inesperada
Ainda persiste a busca e a espera
De seu retorno, de sua anunciação
Do seu andar por entre os ventos
E de sua presença aguardada
Ansiosamente...
Esconde-se por entre sombras
Cala-se e some
E deixa-me aqui, perdido por entre meus próprios caminhos.
São tantos que me perco...
Perco diante da sua ausência
De seu sumiço repentino
Sinto falta de seu conforto
De sua capacidade de tomar o mundo para si e aquecer a todos.
É um colo, um afago, um suspiro
É a manhã fria vista da varanda envidraçada
São minhas carências e vidências
Jogadas ao vento como pétalas
Mas você não esta...
Coloco-me numa busca fatal de seu encontro
De seu vestígio
De alguma pista que seja de seu refugio
Para que assim volte a abrir meus olhos como fazias
Para que volte a me fazer sorrir como fez
Para que assim volte a me dominar...como faz!
Mesmo que não estando aqui.
Mesmo com essa partida inesperada
Ainda persiste a busca e a espera
De seu retorno, de sua anunciação
Do seu andar por entre os ventos
E de sua presença aguardada
Ansiosamente...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Reflexões de agora que depois talvez não sejam.
O que seria o amor senão um travesti amargurado
Não sabe se é homem
Não sabe se é mulher
Olha-se em sua imagem
E vê um meio ser
Divide-se em dois seres em um
Contenta-se na inquietação
Na forma incomum
No desigual
No excêntrico
No desafiador
Na amargura de querer ter sido aquilo quando é isso
O amor é uma fantasia suja e rasgada em fim de festa
Cheirando a embriaguez e úmida de suor
E no lar
A fantasia é jogada no chão
Esquecida e inutilizada
Porem serve de conforto e alegria quando necessária
O amor é a fome pedindo passagem
É a dor no estomago e o barulho do corpo
É o ato inconseqüente da fome diante do prato
O amor acima de tudo é o ridículo
O ridículo alheio e o próprio
E amor e ridículo
Vagam por uma linha tênue da concepção
Entre o mundo real e imaginário
Assim como o ridículo é ter seios e um falo
O ridículo é ter que conviver com concepções do ridículo
O que é um falo, o que é um seio
O que é um corpo
O que é um ato
Uma escolha
Um caminho
Um desejo
Um delírio
Um gemido
Uma cama
Uma roupa
Um outro
O mesmo
O sentir
O que é o amor?
O que é essa coisa que nos deixa assim,um meio ser
O amor nos enche e nos torna meio.
O amor é ridículo e eu sendo ridículo tenho uma concepção de amor e de ridículo
Tenho meus poetas, meus desejos e meus quadros
E acima de tudo tenho dentro de mim
Do meio ser completo
O fato de estar na constante busca de uma resposta para aquilo
Que nem eu sei
Que eu não quero saber
Se é que existe.
Não sabe se é homem
Não sabe se é mulher
Olha-se em sua imagem
E vê um meio ser
Divide-se em dois seres em um
Contenta-se na inquietação
Na forma incomum
No desigual
No excêntrico
No desafiador
Na amargura de querer ter sido aquilo quando é isso
O amor é uma fantasia suja e rasgada em fim de festa
Cheirando a embriaguez e úmida de suor
E no lar
A fantasia é jogada no chão
Esquecida e inutilizada
Porem serve de conforto e alegria quando necessária
O amor é a fome pedindo passagem
É a dor no estomago e o barulho do corpo
É o ato inconseqüente da fome diante do prato
O amor acima de tudo é o ridículo
O ridículo alheio e o próprio
E amor e ridículo
Vagam por uma linha tênue da concepção
Entre o mundo real e imaginário
Assim como o ridículo é ter seios e um falo
O ridículo é ter que conviver com concepções do ridículo
O que é um falo, o que é um seio
O que é um corpo
O que é um ato
Uma escolha
Um caminho
Um desejo
Um delírio
Um gemido
Uma cama
Uma roupa
Um outro
O mesmo
O sentir
O que é o amor?
O que é essa coisa que nos deixa assim,um meio ser
O amor nos enche e nos torna meio.
O amor é ridículo e eu sendo ridículo tenho uma concepção de amor e de ridículo
Tenho meus poetas, meus desejos e meus quadros
E acima de tudo tenho dentro de mim
Do meio ser completo
O fato de estar na constante busca de uma resposta para aquilo
Que nem eu sei
Que eu não quero saber
Se é que existe.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Reality Show
Ô teresa
A igreja é presa
Com seu pão na mesa
Faz muito mais banquete pra padre gordo
Que merenda pobre pra menino magro.
Saúde, tomemos o vinho debaixo desse teto quente
Amém, diz o mendigo tomando sua pinga ao relento
Religionize-se, seja fiel, seda.
Antes q a chuva caia, parto pra não sujar o tecido.
A igreja é presa
Com seu pão na mesa
Faz muito mais banquete pra padre gordo
Que merenda pobre pra menino magro.
Saúde, tomemos o vinho debaixo desse teto quente
Amém, diz o mendigo tomando sua pinga ao relento
Religionize-se, seja fiel, seda.
Antes q a chuva caia, parto pra não sujar o tecido.
domingo, 4 de julho de 2010
Diálogo a um
Qual seria a razão que move o mundo?
Que tem eu com o mundo?
E o que me faz querer saber a razão pela qual o mundo é regido?!
E infelizmente indestrutível.
A construção da sociedade, dos valores étnicos e éticos
O bom senso, o senso comum.
A poucos anos conheci o que é o mundo,
E a uns tantos mil, o mundo não conhece o que é o humano.
Ser de carne, osso, e malevolência
Ser mortal, que tem como meta e rotina querer ser deus.
O que seria deus senão então um profissional do riso
Observa e brinca lá de cima com os fantoches na terra.
E nos seres ínfimos e de boa vontade queremos insistentemente querer saber o que é deus e como ele criou o mundo.
Para que?
Qual o sentido?
Vamos fazer outro mundo, ou vamos criar novos humanos?
Quem sabe assim o futuro seria mais colhedor de boas ações.
Tantos querem e acham que são deus, acreditam fielmente na palavra e ações de alguém que já foi deus, que já foi cristo
Que já foi guru, que já foi rei
Todos acreditam, lêem, estudam e copiam.
Mas nunca vi ninguém mexendo no barro para ver se nasce de novo alguma coisa dele
Quem sabe não criamos do barro e não da robótica nossos futuros filhos.
Somos deuses e deusas não é mesmo?
Queremos ser o que não somos e mal conhecemos a nossa terra.
Nosso vizinho. Que deus não conhece o vizinho?
Conheça seus amigos e muito mais seus inimigos.
Táticas de guerra para virar deus.
Irônico?
Talvez sensato, um deus não morre, um deus tem poder
Um deus tem o mundo e todos em suas mãos.
Mãos essas que roubam, que copiam que destransformam
E que no final do dia em frente ao espelho fecha os olhos,
Se irrita com uma espinha, escova rapidamente os dentes, reclama das costas e se poe a dormir encolhido de frio e fome.
Quem sabe um dia ele não terá a sua chance.
Que tem eu com o mundo?
E o que me faz querer saber a razão pela qual o mundo é regido?!
E infelizmente indestrutível.
A construção da sociedade, dos valores étnicos e éticos
O bom senso, o senso comum.
A poucos anos conheci o que é o mundo,
E a uns tantos mil, o mundo não conhece o que é o humano.
Ser de carne, osso, e malevolência
Ser mortal, que tem como meta e rotina querer ser deus.
O que seria deus senão então um profissional do riso
Observa e brinca lá de cima com os fantoches na terra.
E nos seres ínfimos e de boa vontade queremos insistentemente querer saber o que é deus e como ele criou o mundo.
Para que?
Qual o sentido?
Vamos fazer outro mundo, ou vamos criar novos humanos?
Quem sabe assim o futuro seria mais colhedor de boas ações.
Tantos querem e acham que são deus, acreditam fielmente na palavra e ações de alguém que já foi deus, que já foi cristo
Que já foi guru, que já foi rei
Todos acreditam, lêem, estudam e copiam.
Mas nunca vi ninguém mexendo no barro para ver se nasce de novo alguma coisa dele
Quem sabe não criamos do barro e não da robótica nossos futuros filhos.
Somos deuses e deusas não é mesmo?
Queremos ser o que não somos e mal conhecemos a nossa terra.
Nosso vizinho. Que deus não conhece o vizinho?
Conheça seus amigos e muito mais seus inimigos.
Táticas de guerra para virar deus.
Irônico?
Talvez sensato, um deus não morre, um deus tem poder
Um deus tem o mundo e todos em suas mãos.
Mãos essas que roubam, que copiam que destransformam
E que no final do dia em frente ao espelho fecha os olhos,
Se irrita com uma espinha, escova rapidamente os dentes, reclama das costas e se poe a dormir encolhido de frio e fome.
Quem sabe um dia ele não terá a sua chance.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Mariposa e Louva-Deus
Observando no escuro,
as folhas caídas brotando do chão
Suas cores
-Lembrando acasos passados-
Saboreando as reflexões da leitura do livro,
quis arrancá-la como um amuleto de sorte.
(resquícios de um egoísmo religioso)
Mas ela voou, sem bater asas.
E de longe, parado e me olhando
se escondeu atrás de galhos e folhas
e rezou
pela pobreza do homem.
as folhas caídas brotando do chão
Suas cores
-Lembrando acasos passados-
Saboreando as reflexões da leitura do livro,
quis arrancá-la como um amuleto de sorte.
(resquícios de um egoísmo religioso)
Mas ela voou, sem bater asas.
E de longe, parado e me olhando
se escondeu atrás de galhos e folhas
e rezou
pela pobreza do homem.
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