quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Até quando?

Um dia quando acordar, terá valido a pena?
Um dia quando quiser, terá ainda tempo?
Um dia quando suprir, terá já terminado?
Um dia quando correr, terá caminhos livres?
Um dia quando for, terá ido?

Você é quando, quando hoje seria melhor.
Você é quando, quando amanhã já não basta
Você é quando, quando o futuro te olha.

Um dia você é.
Um dia você quando.
Um dia você não vai poder ter sido quando, pois será.

Você será o hoje quando esperava o quando.
Você será o dia quando esperava a noite.
Você será a dívida quando esperava a nota.
Você será a faca quando esperava o prato.
Você será outro quando esperava você.

Até (quando.
Até    um dia.
Até      você
Até        será.
Até           hoje).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Esse cara sou eu


É.
Pois é.
Não é que é.
não é o que é.
é pois não é o que é.
é pois é.
é pois não é o que é.

Não, não é uma cópia da letra de titãs...mas nossas cabeças continuam sendo de dinossauro. Somos cabeçudos, primitivos. Facínoras como Clara Crocodilo.
E eu quero é todo mundo neste carnaval, eu quero é botar meu bloco na rua.
mas não pra dançar na boquinha da garrafa, no máximo limpar com a beira da camiseta a boca dela.
Garrafa, cacos. Eu canto suplico lastimo não brigo contigo, eu viro um farrapo.
Trapo, saco plástico, emplasticado, esticado, Botox.

É ano novo, pois é um novo ano.

Não é que é? Já não é o que era.
já era. Nova era.
Novidade.
Nova, 
idade.
Inovar. In-ar. Dentro. Respirar
Re-pirar. Inspiração.
Eu piro, tu piras, nós piramos.
Pirão.
não a comida, mas eles.

Quem são eles meu deus?
Enquanto não...
Eu!

Eu, narciso que acha feio o que não é espelho. Eu, prisioneiro meu. Eu, esse cara sou eu?
Romantico são lindos e pirados. Amam sem vergonha e sem juizo.
Esse cara do espelho. Esse cara, eu.

Esse cara era. Esse cara navalha. Esse canalha.
Nego dito João do Santo Silva Beleléu. E chama a polícia que eu viro uma onça.
Polícia, Polo, Poli. Prole. People.
Vida louca, vida,
Eu quero a sorte de um amor tranquilo.
Eu quero é botar meu bloco na rua,
Eu sei que vou te amar, por toda minha vida ó pátria tão gentil.
Meu Brasil brasileiro, por que és assim?
judia de mim. Me come, me cospe, me beija.
Mas esse meu amor, tem um jeito manso que é só teu
me olha nos olhos, me fere a ferida, um gosto amargo de fel.
Mas vai, vai minha tristeza e diz a ela, que sem ela não pode ser.

vai, vai...vai vai, não vou.
Vou mesmo com medo de avião.
Fui. All star azul, mala no fusquinha lá fora.
Nas curvas das estradas voadoras.
E andei pelo mundo prestando atenção em cores.

É. Pois é.
Já é.
Demorou.
Mas meu coração é vermelho e de vermelho pulsa o coração.
Meu coração, não sei por que,
mas bate
feliz
Quando vê.
Ver. Verde. Ver de perto. Ver. Ver meu ar. Vermelhar.
Velar. Versar. Verificar.
Veja, não diga que a história está perdida.
O meu Brasil, dentro do meu coração. O meu guri.
Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda.
E se eu quiser falar com deus, por favor entenda.
E se eu quiser fumar eu fumo e se eu quiser beber eu bebo, por favor entenda.
E se um dia meu coração for consultado, por favor entenda.
E se nada do que foi será do jeito que já foi um dia, por favor entenda.
E se já é madrugada, por favor entenda.
E se o mundo não é mais como era antigamente, por favor entenda.
E se não entender, por favor entenda.
E se entenda, por favor.
E se estenda.
E sê pôr do sol, cara.
Esse cara!
sou eu.