domingo, 4 de julho de 2010

Diálogo a um

Qual seria a razão que move o mundo?
Que tem eu com o mundo?
E o que me faz querer saber a razão pela qual o mundo é regido?!
E infelizmente indestrutível.
A construção da sociedade, dos valores étnicos e éticos
O bom senso, o senso comum.
A poucos anos conheci o que é o mundo,
E a uns tantos mil, o mundo não conhece o que é o humano.
Ser de carne, osso, e malevolência
Ser mortal, que tem como meta e rotina querer ser deus.

O que seria deus senão então um profissional do riso

Observa e brinca lá de cima com os fantoches na terra.
E nos seres ínfimos e de boa vontade queremos insistentemente querer saber o que é deus e como ele criou o mundo.
Para que?
Qual o sentido?
Vamos fazer outro mundo, ou vamos criar novos humanos?
Quem sabe assim o futuro seria mais colhedor de boas ações.
Tantos querem e acham que são deus, acreditam fielmente na palavra e ações de alguém que já foi deus, que já foi cristo
Que já foi guru, que já foi rei
Todos acreditam, lêem, estudam e copiam.

Mas nunca vi ninguém mexendo no barro para ver se nasce de novo alguma coisa dele

Quem sabe não criamos do barro e não da robótica nossos futuros filhos.
Somos deuses e deusas não é mesmo?
Queremos ser o que não somos e mal conhecemos a nossa terra.
Nosso vizinho. Que deus não conhece o vizinho?
Conheça seus amigos e muito mais seus inimigos.
Táticas de guerra para virar deus.
Irônico?
Talvez sensato, um deus não morre, um deus tem poder
Um deus tem o mundo e todos em suas mãos.

Mãos essas que roubam, que copiam que destransformam
E que no final do dia em frente ao espelho fecha os olhos,
Se irrita com uma espinha, escova rapidamente os dentes, reclama das costas e se poe a dormir encolhido de frio e fome.
Quem sabe um dia ele não terá a sua chance.

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