Um rio de lágrimas concretas
Derrama pelo rosto sentimentos
Multiplicados, misturados
Saturados de sal e dor.
Nao aguento mais guardar
A dor.
Ela sai, ela pulsa
Arde
Perde-se dentre tantos momentos
Unicos
Uma lágrima, uma lembrança, uma dor e uma saudade
Escondo-me, tranco a porta
Limpo a lágrima, como se limpasse a vida
Limpasse o que se é.
A vergonha de se espor
De mostrar amor
De ser humano
Camadas concretas
Racham-se ao longo do tempo
Afroxam-se e mostram-se frágeis
Será o tempo?
Experiência?
Maturidade?
Sera simplesmente saudade?
Ou o acumulo...
A flor da pele os sentimentos transbordam
Saindo pelo suor
Perdendo-se no banho
Voando com os sonhos
Enraizando-se com os anos
O tempo passa
A experiência ensina, abre-nos os olhos
Para o que é relevante
A maturidade vem com o valor da saudade
De casa, da família, da mãe
As pessoas são mais que pessoas
Os animais ganham novos valores oníricos
O beijo ganha um som
O corpo pede um abraço
As mãos um afago
E o corpo, colo.
Infantilidade? Talvez saudade...
De um tempo perdido
De uma infância roubada
Adolescência adulterada
Uma vida cristalizada
Voltar já não é mais possível
Perdoar? Dificil é me
Perdoar.
Sofrer não muda o que já foi.
Apenas a imaginação de pensar como teria sido
Como poderia ser diferente.
Cada um tem seu tempo
Que aparece em silêncio...
E quando vemos já se foi
Não aproveitamos.
Serve como aprendizado do que?
Da vida?
O que é essa vida? Amar , sofrer, ceder,
Matéria, sentimentos, ciência, fé?
Que sabemos sobre
Vida e sobre tempo...
Sobre o certo e o errado, nada sabemos
Vivemos, experenciamos
Idéias, momentos
Pessoas
Sentimos no corpo
Na carne, na alma, nos olhos
Que expurgam essas dores e
Angústias
Rio abaixo
Que no fim, caem do rosto
E
Explodem
No
Chão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário