" Aqueles que me tem muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia,
a dor à minha porta e nesse dia entrou..."
Escrevo porque as palavras servem de um consolo para aquilo que é entalado em nossas angustias. Para aquilo que temos medo de dizer, para aquilo que não sabemos se é verdade, para tudo que é incógnita. A vida é tão cheia de mistérios, por vezes tão incompreendida, mas fatalmente ela é detentora de uma coisa que chama-se: Alegria. Sem a alegria de viver, do dia a dia, das relações, é impossível sobreviver por muito tempo (vai morrendo cada dia um pouco mais do que naturalmente já acontece...) Mas o tempo é que diz quanto tempo vamos sobreviver, independente de remédios, de alegrias, de cuidados, de amores, de amizades. O tempo leva e transpassa todas nossas expectativas. O que fazer então?
...
Triste ver o sorriso transformar-se em lágrimas, a certeza transformar-se em um labirinto, ver a pessoa perdida nas proprias convicções. E com isso observo-me frágil, vejo-me impotente quanto ao tempo, quanto a morte, quanto as doenças. Uma coisa é ser forte, outra coisa é ser realista. E a questão é que independente dos ideais, diante da morte, pedimos ajuda para um terreno que não seja esse planetinha chamado Terra. Qualquer que seja a fé, pedimos, mesmo que seja um simples "espero que fique tudo bem" jogado aos ventos pelo suspiro.
Quem já passou por perdas, preocupa-se, a dor é grande. E com isso, só posso dizer aos ventos e a minha própria fé que lá vou eu incomodá-los. O caminho não vai ser fácil, a vida dá sustos. Mas sua coragem, que bem sei que é muita, é bem melhor do que as lágrimas que vi cair de seu rosto. Agora, minhas lágrimas escrevendo aqui, em breve espero com muito amor que sejam de alegria em te ver sorrir novamente
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